Entenda como a economia solidária fortalece cooperativas do Brasil, agricultura familiar e investimento com propósito
Economia solidária é um dos conceitos que mais ganham relevância quando falamos de futuro. Em um cenário marcado por tecnologia, inovação e crescimento econômico acelerado, cada vez mais investidores atentos percebem que avançar sem cuidar das pessoas e do planeta não se sustenta no longo prazo.
É nesse contexto que a economia solidária se fortalece, não como uma alternativa marginal, mas como um modelo econômico viável, estruturado e profundamente conectado aos desafios sociais, ambientais e financeiros do nosso tempo.
Ao longo deste artigo, o FINAPOP te apresenta o que é economia solidária, por que ela está diretamente conectada às cooperativas do Brasil, à agricultura familiar e à agroecologia.
Entenda por que investidores que buscam investimento com propósito estão olhando com mais atenção para esse modelo.
Tudo isso com dados, contexto e uma visão pé no chão, do jeito que a gente acredita. Acompanhe com a gente!
O que é economia solidária
A economia solidária é um modelo econômico baseado na cooperação, na autogestão, na democracia econômica e na distribuição justa de resultados.
Diferente da lógica tradicional, que concentra renda e poder, ela coloca as pessoas no centro das decisões, valorizando o trabalho coletivo e o cuidado com os territórios.
Na prática, isso significa empreendimentos organizados de forma coletiva, como cooperativas, associações e grupos produtivos que compartilham responsabilidades, riscos e resultados.
Mais do que uma teoria, a economia solidária é uma resposta concreta às desigualdades sociais, à crise climática e à insegurança alimentar.
Segundo o Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (SIES), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil já contabiliza mais de 20 mil empreendimentos de economia solidária, envolvendo cerca de 1,4 milhão de pessoas em todo o país.
Ou seja, estamos falando de um movimento robusto, real e economicamente ativo.

Economia solidária e cooperativas do Brasil: uma conexão histórica e estratégica
Quando falamos em cooperativas do Brasil, estamos falando de uma das estruturas mais sólidas dentro da economia solidária.
As cooperativas são, por essência, organizações baseadas em autonomia, gestão democrática, participação econômica dos membros e compromisso com a comunidade.
Não por acaso, o cooperativismo brasileiro é reconhecido internacionalmente. De acordo com dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o país conta hoje com mais de 4,8 mil cooperativas, reunindo mais de 20 milhões de cooperados e gerando cerca de 500 mil empregos diretos.
No campo, essas cooperativas desempenham um papel ainda mais estratégico. Elas permitem que famílias agricultoras tenham acesso a crédito, tecnologia, canais de comercialização e melhores condições de negociação, fortalecendo economias locais e reduzindo a dependência de atravessadores.
Além disso, cooperativas inseridas na lógica da economia solidária costumam adotar práticas sustentáveis, investir em agroecologia e preservar saberes tradicionais, criando um ciclo virtuoso entre produção, renda e cuidado ambiental.
Por que a economia solidária é fundamental para a agricultura familiar
A agricultura familiar é a espinha dorsal da produção de alimentos no Brasil. Ainda assim, essas famílias historicamente enfrentam dificuldade de acesso a crédito, políticas públicas insuficientes e desigualdade na distribuição de terras.
É nesse contexto que a economia solidária surge como um instrumento de resistência e reconstrução econômica.
Ao se organizarem em cooperativas e associações, agricultores familiares conseguem:
- Reduzir custos de produção;
- Acessar mercados institucionais (como o PNAE e o PAA);
- Garantir renda mais estável;
- Investir em práticas agroecológicas;
- Fortalecer o vínculo com seus territórios.
Esse modelo não apenas produz alimentos, ele produz dignidade, autonomia e segurança alimentar.
Economia solidária, agroecologia e saúde do planeta
Falar de economia solidária sem falar de agroecologia é deixar a conversa pela metade. A agroecologia vai além de técnicas agrícolas: ela é uma abordagem que integra justiça social, equilíbrio ambiental e soberania alimentar.
De acordo com a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), sistemas agroecológicos contribuem diretamente para:
- Redução do uso de agrotóxicos
- Preservação da biodiversidade
- Recuperação do solo e da água
- Mitigação das mudanças climáticas
Além disso, um estudo da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) aponta que sistemas alimentares sustentáveis e baseados em pequenos produtores são essenciais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Ou seja, investir em iniciativas ligadas à economia solidária e à agroecologia é também investir na saúde do planeta e na resiliência climática.
Qual é o papel do MST e da reforma agrária na economia solidária
Não dá para falar de economia solidária no Brasil sem mencionar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O movimento é um dos maiores responsáveis pela organização de cooperativas do campo, assentamentos produtivos e experiências bem-sucedidas de agroecologia.
Segundo dados do próprio movimento, o MST está presente em 24 estados brasileiros, organiza mais de 1 milhão de pessoas e coordena centenas de cooperativas e agroindústrias populares.
A reforma agrária, nesse contexto, não é apenas sobre acesso à terra. Ela é sobre criar condições para que famílias agricultoras produzam alimentos saudáveis, gerem renda e permaneçam no campo com dignidade.
Muitos dos projetos disponíveis hoje no FINAPOP nascem justamente dessas experiências coletivas, que unem economia solidária, cooperativismo e impacto socioambiental real.
E a economia solidária é viável financeiramente?
Essa pergunta é comum e absolutamente legítima.
Estudos do Morgan Stanley Institute for Sustainable Investing mostram que investimentos sustentáveis apresentam desempenho financeiro igual ou superior aos investimentos tradicionais, especialmente no médio e longo prazo.
Além disso, empreendimentos cooperativos tendem a ser mais resilientes em momentos de crise, justamente porque não dependem de um único tomador de decisão e possuem forte enraizamento local.
Para investidores que buscam investimento com propósito, isso significa aliar rentabilidade, impacto social e segurança: três pilares que dialogam diretamente com a proposta do FINAPOP.
Investir em economia solidária é investir em futuro
Se você chegou até aqui, já percebeu que a economia solidária não é apenas um conceito bonito. Ela é uma estratégia concreta de desenvolvimento econômico, justiça social e preservação ambiental.
Ao apoiar cooperativas do Brasil, fortalecer a agricultura familiar e incentivar práticas agroecológicas, investidores não apenas diversificam suas carteiras, eles participam ativamente da construção de um futuro mais justo, saudável e equilibrado.
Quer continuar aprofundando esse debate? Acesse outros conteúdos aqui no blog do FINAPOP, conheça os projetos que já apoiamos na plataforma, acompanhe as novidades e descubra como transformar seu investimento em impacto real.
Porque investir pode, e deve, ser um ato de cuidado com as pessoas e com o planeta. Até o próximo conteúdo!


